Atacar um animal vivo não está fora de cogitação para as piranhas, mas não é provável que elas possam comer um ser humano adulto saudável. Elas, contudo, são conhecidas por atacar animais velhos, doentes, que vêm para beber no rio. Quando uma abaixa a cabeça, elas agarram sua face. Se a vaca estiver muito fraca para lutar e se afastar, as piranhas irão arrastá-la para dentro da água e comê-la. Porém, presa viva não é o esteio de sua dieta. Na maioria das vezes elas são necrófagas. Os esqueletos de animais e pessoas encontrados na Amazônia, aparentemente comidos por piranhas, não foram atacados vivos. Eles já estavam mortos quando as piranhas os alcançaram.

Como ocorre com outros peixes, mamíferos não são de maneira alguma importantes na dieta das piranhas. Na maioria das vezes elas comem outros peixes e, em outras ocasiões, devoram-se umas às outras. Os mantenedores de um aquário no País de Gales que passou pelo considerável incômodo de adquirir uma piranha macho e uma fêmea (a importação de piranhas é ilegal na maior parte do mundo, incluindo a Grã-Bretanha) na esperança de que os dois acasalassem, ficaram desapontados quando a fêmea comeu seu potencial pretendente [fonte: BBC News]. Mas as piranhas não são estritamente carnívoras. Elas comem frutas e plantas também, especialmente quando são jovens.

No entanto, ao contrário do que diz a lenda, a maioria das piranhas na realidade não ataca coisa alguma. Doze das 20 espécies na Amazônia sobrevivem inteiramente de tirar pequenos bocados das nadadeiras e escamas de outros peixes que passam por elas. O peixe nada para longe, apenas um pouco perturbado, e suas barbatanas e escamas crescem novamente.

Embora as piranhas não sejam exatamente cruéis devoradoras de homens, ataques a seres humanos têm aumentado com uma certa freqüência. Na América do Sul as pessoas estão perdendo dedos das mãos e dos pés com mais freqüência do que ocorria há 10 anos e especialistas acreditam que possa ter alguma coisa a ver com o aumento de barragens no rio Amazonas. As barragens reduzem a velocidade da corrente e as piranhas gostam de procriar nas águas mais lentas. Criar áreas mais plácidas ao longo do rio é um convite para que as piranhas montem acampamento em grande número. Como as áreas plácidas também atraem nadadores, seres humanos e piranhas estão tendo cada vez mais contato.

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fonte: hsw